Publicado por Débora Silva

Verbos (do latim verbum, que significa palavra) são as palavras variáveis que exprimem ação (“correr”), estado (“ficar”), ocorrência (“nascer”), desejo (“querer”) e fenômenos da natureza (“chover”), situando-os no tempo. É a classe de palavras que apresenta o maior número de flexões na Língua Portuguesa.

Do ponto de vista estrutural, os verbos são compostos pelo radical (a parte invariável, que expressa o significado essencial do verbo e que normalmente se repete), terminação (parte flexionada) e a vogal temática (caracteriza a conjugação).

Classificação dos verbos

Os verbos podem ser classificados quanto à semântica (verbos transitivos, intransitivos, impessoais, de ligação), quanto à conjugação (primeira, segunda e terceira conjugação) e quanto à morfologia (verbos regulares, irregulares, anômalos, defectivos e abundantes).

  • Verbos transitivos: São aqueles que precisam de complemento por possuir o sentido incompleto. Estes verbos transitam e precisam de um complemento para que a ação verbal tenha sentido. Podem ser classificados em verbo transitivos diretos (VTD), verbos transitivos indiretos (VTI) e verbos transitivos diretos e indiretos (VTDI, também chamados de bitransitivos).
  • Verbos intransitivos: São os verbos que não precisam de complemento, tendo o sentido completo.
  • Verbos impessoais: Designam ações involuntárias e, geralmente (porém nem sempre) indicam fenômenos da natureza. Alguns verbos impessoais são os seguintes: haver (no sentido de “existir”), chover, anoitecer etc.
  • Verbos de ligação: São aqueles que servem para ligar o sujeito ao predicado, sem designar ação. Alguns exemplos destes verbos são os seguintes: ser, estar, permanecer, continuar etc.
Verbos

Foto: Reprodução

Flexão verbal

A flexão verbal refere-se à variação que o verbo pode apresentar. Os verbos flexionam-se em número (singular e plural), pessoa (primeira, segunda e terceira), modo (indicativo, subjuntivo, imperativo, infinitivo, gerúndio e particípio), tempo (presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente, futuro do pretérito) e voz (ativa, passiva – analítica ou sintética – e reflexiva).

As pessoas do verbo são as seguintes:

  • 1ª pessoa – eu, nós (quem fala);
  • 2ª pessoa – tu, vos (quem ouve);
  • 3ª pessoa – ele/eles – ela/elas (de quem se fala).

Conjugações verbais

São três as conjugações na Língua Portuguesa:

  • 1ª Conjugação: verbos terminados em AR (cantar, pensar, brincar etc.);
  • 2ª Conjugação: verbos terminados em ER (ler, correr, vender etc.);
  • 3ª Conjugação: verbos terminados em IR (dormir, conseguir, partir etc.).

Morfologia

  • Verbos regulares: Flexionam-se de acordo com o paradigma de conjugação a que pertencem. Exemplos: Estudar – eu estudo, tu estudas, ele estuda, nós estudamos…
  • Verbos irregulares: Sofrem modificações em relação aos paradigmas da conjugação. Exemplos: Caber – eu caibo; Medir – eu meço.
  • Verbos anômalos: Verbos irregulares, sendo que muitas vezes o radical é diferente em cada conjugação. Exemplos: Ir – eu vou; Ser – eu sou.
  • Verbos defectivos: São aqueles que não são conjugados em todas as formas. Exemplo: falir – não possui 1ª, 2ª e 3ª pessoa do presente do indicativo e presente do subjuntivo.
  • Verbos abundantes: Aqueles que apresentam mais de uma forma de conjugação. Exemplos: acendido – aceso; incluído – incluso.

*Débora Silva é graduada em Letras (Licenciatura em Língua Portuguesa e suas Literaturas)

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