Publicado por Tailane Paulino

Nesse artigo você vai conferir o que é a caxumba e quais seus sintomas. Veja como tratar e como prevenir. Acompanhe!

A caxumba é uma doença causada por infecção viral. Ela ataca as glândulas parótidas, que produzem a saliva do corpo e podem provocar diversos sintomas. Um dos mais característicos é o inchaço que se estende do pescoço até a orelha e causa dores e incômodos.

A infecção tem uma baixa taxa de mortalidade, mas pode causar sequelas que se estendem por toda a vida quando não tratadas corretamente. Por ser considerada sem gravidade, não existe uma notificação compulsória. Contudo, de acordo com os dados disponíveis, são registrados pouco mais de 100 mil casos anuais de caxumba.

Neste artigo nós vamos falar sobre essa doença. Quais são os seus sintomas, como é a propagação da doença e quais os tratamentos e formas de prevenção disponíveis atualmente.

O que é caxumba?

Caxumba é uma doença infecciosa transmitida pelo vírus Paramyxovirus, que se instala nas glândulas parótidas do corpo. Lá, eles se alojam e causam uma infecção da região, que provoca dores, febre e desconforto.

A doença é extremamente contagiosa e é mais comum de se manifestar durante a infância ou adolescência, mas também pode acontecer na idade adulta. A doença pode mudar de nome de acordo com a região, sendo comumente chamada de papeira, por conta do inchaço que causa na região do pescoço.

Imagem menina com e sem caxumba

Na imagem é possível comparar a criança sem caxumba e a com caxumba (Foto: depositphotos)

Outros nomes usados para a infecção viral são parotidite infecciosa ou parotidite endêmica. Mesmo sendo de fácil transmissão, os casos de caxumba são relativamente raros por conta da extensão da vacinação. No entanto, até mesmo pessoas vacinadas podem contrair a doença, mas de uma forma mais branda e muitas vezes assintomática. Ou seja, sem apresentar nenhum sintoma.

A doença é considerada uma das mais comuns na infância e geralmente não apresentam complicações. 

Quais são os sintomas?

O sintoma mais comum e característico da doença é o inchaço nas glândulas parótidas, sublinguais e submaxilares, que ficam localizadas na região do pescoço. Esse inchaço causa dor e desconforto e pode chegar até a região do ouvido. Desse modo, pode causar uma infecção dolorosa.

Outros sintomas da doença podem ser febre baixa, dores de cabeça e musculares e perda de apetite. Esse último principalmente por conta do incômodo causado pelo inchaço, especialmente ao engolir os alimentos.

Veja também: O que é o vírus?

Em casos mais graves a caxumba pode evoluir para surdez temporária e meningite asséptica. No entanto, geralmente os casos evoluem sem complicações. Caso ocorra durante a adolescência a caxumba pode atingir os testículos ou ovários. Quando isso acontece é dito popularmente que a doença “desceu”. Essa complicação causa fortes dores e em raras vezes infertilidade.

Uma atenção deve ser dada quando os sintomas aparecem durante a gravidez. Isso porque eles podem acarretar desde um aborto espontâneo, até mesmo a má formação do feto.

Quanto tempo eles duram?

Os sintomas da enfermidade geralmente costumam aparecer de 12 à 25 dias após o contágio com o vírus. Logo após esse tempo, os sintomas começaram a aparecer gradativamente, para depois desaparecer. Esse tempo pode variar entre duas e três semanas

Nos raros casos em que ocorrem complicações, pode ser necessário um tratamento mais longo. Sendo assim, necessário para tratar os sintomas secundários. No entanto, a maioria das pessoas não apresenta mais nenhum desconforto.

Como o vírus da caxumba é transmitido?

O vírus da caxumba é considerado de rápida propagação, por causa de seu método de transmissão comum. Já que a enfermidade é transmitida via respiratória, da mesma forma que várias doenças como gripes e resfriado.

Desse modo, para se contaminar basta entrar em contato com as gotículas que são expelidas durante a tosse ou espirro. Há casos de contágio por contato indireto. Ou seja, quando se toca em algo que uma pessoa contaminada tocou após espirrar. Contudo isso é mais raro de ocorrer, já que o vírus não sobrevive muito tempo fora do corpo humano.

Por conta do método de transmissão essa doença é mais comum de ocorrer em crianças. Principalmente nas estações de primavera e inverno, que é quando costumam ocorrer os principais surtos.

As chances maiores de contágio ocorre quando se entra em contato com os doentes no período que começa dois dias antes de apresentar os sintomas e dois dias depois. Durante o resto do tempo de manifestação dela a quantidade de vírus no corpo diminui.

Quais as possíveis sequelas da doença?

Como já foi dito, a caxumba é considerada uma doença com uma taxa de complicação muito baixa. Contudo, em alguns casos, pode ocorrer das complicações decorrentes da doença deixar sequelas.

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A mais conhecida e comentada dela é a infertilidade. Contudo, não é tão grave e comum como o senso comum tende a apresentar. A infertilidade pode ser decorrente da infecção que ocorre nos testículos ou ovários quando a doença “desce”.

Médica examinando menino

Um dos sintomas de destaque dessa doença é o inchaço do pescoço e maxilar (Foto: depositphotos)

Uma outra sequela que pode acontecer é a surdez parcial, em apenas um dos ouvidos. Isso acontece quando a doença acaba se espalhando para outras glândulas do rosto. Em casos em que a enfermidade evolui para meningite, o paciente pode ficar com crises de enxaqueca.

Por fim, o vírus pode migrar para o pâncreas e causar uma infecção no órgão. Essa infecção é chamada de pancreatite e tem tratamento. Vale lembrar que essas sequelas acontecem em poucos casos. Sendo menos vistas quando a doença ocorre durante a infância.

Qual o tratamento?

Como a caxumba é uma doença causada por um vírus, o próprio organismo é capaz de eliminar o vírus. Por isso o principal tratamento requer repouso e a ingestão de líquidos e alimentos ricos em nutrientes.

Contudo, mesmo não sendo necessário é comum o médico receitar analgésicos e anti-inflamatórios. Eles não servem para eliminar os vírus, mas funcionam como um alívio dos sintomas.

Os médicos também dizem para evitar alimentos ácidos ou apimentados. Isso porque eles aumentam a produção de saliva e pode acabar levando o vírus para outras partes do corpo. Além de causar dores e incômodos.

Por fim, na primeira semana é ideal manter repouso e evitar contato com outras pessoas. Já que nos primeiros dias é quando ocorre a maior parte das contaminações.

E formas de prevenção?

A forma mais eficaz de prevenção da caxumba é através da vacinação. Essa imunização foi inserida no calendário obrigatório de vacinação brasileiro em 1992. Essa vacina é a tríplice viral, que também imuniza contra o sarampo e a rubéola.

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Sendo assim, a primeira dose é dada com entre 12 e 15 meses de idade. A segunda deve ser ministrada entre os 4 e 6 anos. Quem foi imunizado durante a infância tem poucas chances de contrair a doença quando adulto, já que o corpo já criou defesa contra ela.

Porém, as exceções são as pessoas que possuem enfermidades que causam baixas na imunidade e grávidas. Caso um adulto não tenha certeza se tomou a vacina ele deve procurar um posto de saúde para ser imunizado.

Quem já teve a doença precisa se vacinar?

Não. A partir do momento que uma pessoa contrai o vírus que causa a doença, o próprio corpo se encarrega de expulsá-lo do organismo. Desse modo, é improvável que fique doente novamente no futuro.

Ou seja, o corpo já sabe o que fazer quando se encontra com essa doença e já trabalha para eliminar o causador. Fazendo com que a doença não se manifeste.

Quando foi descoberta a vacina contra a caxumba?

A vacina tríplice viral, que protege contra a doença, sarampo e rubéola faz parte do calendário obrigatório do Brasil, desde 1992. Sendo assim, todas as crianças que tenham entre 12 e 15 meses de vida devem ser vacinadas com a primeira dose. A segunda é dada aos quatro anos de idade.

A vacina para essa enfermidade foi desenvolvida em 1963 pelo pesquisador e doutor em microbiologia Maurice Hilleman. Ele é considerado um dos pioneiros nas vacinas e começou a pesquisar sobre o vírus quando a sua filha de cinco anos contraiu a doença.

Até esta data não havia forma de prevenção contra a caxumba, que tem registros desde a antiguidade. Sendo durante algum tempo bastante relacionada aos soldados. Os trabalhos de Hilleman com a vacina tríplice viral são usados até hoje e servem para evitar diversas complicações e mortes causadas por essas doenças.

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