Publicado por Prof. Nathália Duque

Neste artigo você vai descobrir quantos ossos tem o corpo humano desde o nascimento até a fase adulta. Além disso, vai conhecer melhor essas estruturas e a importância delas.

Os ossos são tecidos vivos, complexos e dinâmicos. Eles possuem coloração esbranquiçada, são muito duros, unem-se uns aos outros por intermédio das junções ou articulações, constituindo o esqueleto.

O esqueleto de todos os animais vertebrados é formado pelo tecido ósseo que é um tipo de tecido conjuntivo de grande rigidez. Essa rigidez se deve ao acúmulo de sais de cálcio e magnésio (fosfato e carbonato) nos espaços intercelulares.

O sistema esquelético tem como funções: sustentação, movimentação do corpo, proteção de órgãos internos, armazenamento de minerais e íons e produção de células sanguíneas.

O ser humano possui vários tipos de ossos, de diferentes formatos, tamanhos, largura e espessura. Os ossos encontram-se agrupados e ligados a dois tipos de esqueletos: o esqueleto axial e o esqueleto apendicular.

O esqueleto axial refere-se aos ossos do crânio, da orelha, do osso hioide, das costelas, do esterno e das vértebras. Já o esqueleto apendicular aos ossos dos membros superiores e inferiores. A união do esqueleto axial com o apendicular ocorre por meio das cinturas escapular e pélvica.

Quantidade de ossos do corpo humano

Uma pessoa adulta tem cerca de 206 ossos, que estão dispostos da seguinte maneira: ossos cranianos (8), ossos faciais (14), orelha (3), pescoço (8), tórax (44), abdômen (7), membros superiores (62) e membros inferiores (60).

Esqueleto desmontado

Um adulto possui em torno de 206 ossos, enquanto um bebê possui 300 (Foto: depositphotos)

Em contrapartida, a quantidade de ossos existente no corpo humano infantil é diferente. Um bebê nasce com aproximadamente 300 ossos. Porém, com o passar do tempo alguns ossos do crânio se fundem.

O crânio do recém nascido é dividido em uma quantidade maior de ossos, unidos por cartilagem que com o tempo se solidifica. Esse processo é denominado de ossificação.

Tipos de ossos

Os ossos podem ser classificados em quatro tipos: longo, curto, plano e irregular.

Ossos longos

São aqueles que possuem o comprimento maior que a largura.

Ossos curtos

Apresentam comprimento e largura quase do mesmo tamanho.

Ossos planos

São ossos relativamente finos com importantes regiões de fixação muscular. Os principais são: costelas, crânio, esterno e escápulas.

Ossos irregulares

Possuem formatos variados e complexos. Como exemplo temos as vértebras e os ossos da face.

Maior osso do corpo

O fêmur é considerado o maior osso do corpo humano. Ele encontra-se localizado na coxa, entre o quadril e o joelho, sendo um dos ossos mais importantes do nosso corpo.

O fêmur consegue suportar grandes pressões e cargas, nos dando equilíbrio e sustentação. Com ele podemos correr, andar, agachar, chutar, pular e entre outras coisas.

Menor osso do corpo

O estribo é considerado o menor osso do corpo humano. Ele encontra-se localizado na orelha média e exerce importante função na audição. É classificado como um ossículo.

Esse osso mede em torno de 0,25 centímetros e caso seja lesionado, não é possível sua restituição natural e o indivíduo terá sua audição prejudicada.

Os ossos e o fumo

Todos nós sabemos o quanto o cigarro e as demais drogas são prejudiciais para a saúde. O hábito de fumar pode trazer sérios problemas para o ser humano. Você já parou pra imaginar que isso pode afetar diretamente seus ossos?

Fumar causa uma doença chamada osteoporose. O indivíduo com osteoporose tem altas chances de fraturas, pois os ossos ficam porosos e fracos, pois as substâncias presentes no fumo impedem a absorção de cálcio pelo organismo.

Além disso, o cigarro danifica as células ósseas, os osteoblastos, que são células responsáveis pela formação do novos ossos.

O fumo é responsável por cerca de 200 mil mortes por ano no nosso país. Sendo a segunda maior causa de morte do planeta, ficando atrás apenas da hipertensão.

Além de osteoporose, o cigarro causa úlcera, câncer de pulmão, aneurismas, infecções respiratórias e cardiovasculares.

A nicotina e o monóxido de carbono existentes no cigarro são muito prejudiciais à saúde, reduzindo a capacidade do sangue de transportar oxigênio para as células do corpo.

Importância dos ossos

Os ossos apresentam enorme importância para nós vertebrados, pois possibilitou muitas vantagens de deslocamento e sustentação corporal.

Os ossos protegem os órgãos vitais, como cérebro, coração e pulmões, atuam como reserva de minerais (cálcio e fósforo), produzem células sanguíneas e sustentam alguns tecidos do nosso corpo.

A alimentação e os ossos

Uma alimentação rica em sais minerais, como cálcio e fósforo, são essenciais para os ossos pois esses elementos participam da constituição dos mesmos.

Por isso, é importantíssimo ter uma dieta rica em leite e seus derivados, salmão, sardinha, amêndoas, espinafre e demais vegetais de folha verde escura.

Outros alimentos que não são tão falados também contribuem indiretamente para a matriz óssea, tais como: cebola, pão integral, noz, banana, leguminosas, mariscos, soja e frutos secos.

Alimentos flutuando

Os alimentos ricos em cálcio ajudam a formar e fortalecer os ossos (Foto: depositphotos)

Outros nutrientes

Outros fatores importantes são as vitaminas C e D. A vitamina C atua na formação de colágeno, que está presente nos tendões. Os tendões são de suma importância ao sistema esquelético, pois permite que nossos músculos se conectem aos ossos.

A vitamina C pode ser encontrada nos seguintes alimentos: limão, acerola, laranja, tomate, acelga, mamão, framboesa, abacaxi, goiaba, melão, morango, kiwi, camu-camu, pimentão, couve, etc.

A vitamina D atua na absorção e deposição direta de cálcio e fósforo, componentes básicos dos nossos ossos. Os alimentos ricos em vitamina D são: ovos, frutas cítricas, tomate, pimentão, batatas, brócolis, salsa, espinafre, peixes, frutos do mar, fígado de galinha, óleo de fígado de bacalhau, etc.

Além de agir diretamente nos ossos, a vitamina D também auxilia em outras áreas, tais como: fortalecimento dos dentes, previne alguns tipos de câncer e o envelhecimento precoce, fortalece o sistema imunológico, previne a obesidade, diabetes, hipertensão e esclerose múltipla, aumenta a síntese muscular e melhora a saúde cardiovascular.

Os raios solares também são fontes naturais de vitamina D. Os médicos recomendam que façamos exposição diária ao sol. Pessoas de pele negra devem ficar em torno de 50 minutos e as de pele branca, 15 minutos.

A vitamina D também pode ser encontrada na forma de suplementação, caso haja deficiência da mesmo no organismo. É muito comum crianças e grávidas realizarem a suplementação.

*Natália Duque é Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Referências

BARRAL, Danilo; BARROS, Adna Conceição; CORREIA DE ARAÚJO, Roberto Paulo. “Vitamina D: uma abordagem molecular“. Pesquisa Brasileira em Odontopediatria e Clínica Integrada, v. 7, n. 3, 2007.

SANTOS, Nivea Cristina Moreira. “Anatomia e fisiologia humana“. Editora Saraiva, 2018.

BANDEIRA, Francisco. “Osteoporose“. In: Osteoporose. 2000.

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